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Janeiro é hora de colocar as contas em dia

A chegada do novo ano quase sempre traz junto esperanças de mudanças pessoais, profissionais e ou financeiras. As tradicionais despesas de início de ano, como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores IPVA, Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU, anuidade do conselho profissional, fardamento, livros e material escolar, tornam a questão econômica um dos grandes desafios para os cidadãos. O cenário é reforçado pela crise mundial, que pode chegar com força em 2009.  



Além dos gastos extras de início de ano, há aqueles habituais, como as contas de energia, água, prestação da habitação ou aluguel, condomínio e supermercado. Inevitavelmente, o consumidor mais comedido ou com o dinheiro contado se pergunta: Como organizar as finanças pessoais? Como evitar os endividamentos? Quais as prioridades? Qual a melhor forma de pagamento para cada despesa? Empréstimos são válidos?


A prioridade, aconselham economistas e consultores financeiros, são os chamados itens de subsistência: feira, aluguel, condomínio, água, luz e escola. Outro ponto importante é dar preferência ao pagamento daquelas taxas que geram os maiores juros e multas. O consumidor deve também priorizar as taxas com menores valores e as que dão desconto com pagamento antecipado, orienta o consultor financeiro especialista em negociação de dívidas, Emanuel Gonçalves.


EMPRÉSTIMOS  Fugir dos empréstimos também está entre as principais orientações. Deve-se evitar ao máximo realizar financiamentos ou recorrer a crediários. São caminhos perigosos que muitas vezes só resolvem o problema no momento. Não é à toa que, de cada 10 pessoas que recorrem a empréstimos, oito estão devendo o dobro ou o triplo do valor tomado, com dívidas nas principais financeiras da cidade, alerta Gonçalves.


No entanto, considera o consultor, se a pessoa achar que o empréstimo é a alternativa mais viável, é importante pesquisar bastante as taxas de juros. Há discrepância e exploração por parte dos bancos e financeiras.


CONTROLE  O consultor financeiro Reinaldo Domingos comenta que os brasileiros não são educados para ter controle das finanças pessoais, não têm o hábito de se organizar financeiramente. Tomar consciência da situação financeira e organizá la é tão importante para o indivíduo quanto cuidar da saúde.


Domingos comenta que, mesmo com um bom salário, há pessoas que gastam mais do que ganham, vivem acumulando dívidas, estouram os cartões de crédito, usam todo o limite do cheque especial e têm a eterna sensação de que nunca vão conseguir equilibrar suas finanças. E muitas vezes esse desequilíbrio se acentua ainda mais no período de final de ano, com as festas, férias e gastos desnecessários, observa.


Na interpretação do especialista, muitas vezes o indivíduo compra aquilo que já possui, mesmo não precisando. Em comum, essas pessoas apresentam determinadas características: não fazem cálculos sobre seu salário, não organizam seus gastos nem priorizam despesas, pagam as contas sempre com atraso, não costumam negociar suas dívidas e têm o hábito de contar com receitas futuras  como férias, restituição do IR ou ganhos de negócios ainda não fechados, destrincha o perfil do devedor padrão.


Emanuel Gonçalves ressalta que cada planejamento dos gastos deve ser feito tendo em vista pelo menos os próximos três meses. As finanças pessoais têm relação direta com nossa saúde física e mental. Elaborar um orçamento é uma atividade preventiva. Ser desorganizado com os pagamentos ou acumular dívidas afeta as relações pessoais, leva a queda no rendimento profissional e a casos de depressão, afirma.

Uma mostra dessa falta de planejamento da população, cita o especialista , é que os meses de março e abril são os que sempre apresentam os maiores índices de inadimplência, refletindo os gastos descontrolados do período entre dezembro e fevereiro.


FONTE: SITEMA FACEB

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